Curas, Evangelho

A cura do servo (ou do filho) do centurião

Recomendação de leitura: Mt 8.5-13, Lc 7.1-10 e Jo 4.43-54

 

Antes de iniciar este comentário deve-se esclarecer que muitos autores relacionam essa cura do servo do centurião, relatada por Mateus e Lucas, à cura do filho do centurião, relatada por João, dadas as características muito similares entre elas.

Abstraindo o fato desses relatos diversos, cuja divergência pode ter origem da tradição oral e/ou de equívocos dos copistas, o fato que se destaca nos três Evangelhos é a cura operada por Jesus por conta da fé do centurião nEle. E, a fé do centurião era tamanha que, para ele, não havia sequer a necessidade de Jesus ir até o local em que estava o enfermo; creu ele que bastava uma simples ordem do Médico Celestial para que a cura fosse operada. Isso porque o centurião reconheceu a autoridade máxima de Cristo sobre todas as coisas, comparando essa autoridade àquela que ele próprio tinha sobre seus comandados.

Há necessidade de destacar outro ponto acerca da fé do centurião: a fé dele  triunfou sobre os obstáculos erguidos por Jesus. Mas, que obstáculo?

Algumas traduções do Evangelho traduziram o versículo 7, do capítulo 8, do Evangelho de Mateus como uma afirmação (“Eu irei curá-lo.”). Contudo, a TEB (Tradução Ecumênica da Bíblia) – um esforço de tradução conjunta por estudiosos católicos, protestantes e judeus, diretamente dos escritos originais – traduz o mesmo verso 7 como uma interrogação de Cristo (“Irei eu curá-lo?”). Essa última interpretação mostra-se correta quando se traça um paralelo com a cura da mulher cananeia (Mt 15.21-28).

Tanto o centurião quanto a mulher cananeia não pertenciam ao povo de Israel, e isso significava que não tiveram eles acesso à herança da revelação do Antigo Testamento para ajudá-los a entender Jesus Cristo. Oferecendo resistência ao pedido de não judeus, o Mestre:

(i) apresentava àqueles que o rodeavam um exemplo de fé verdadeira; o centurião conseguiu penetrar mais profundamente na natureza da pessoa e da autoridade de Jesus do que qualquer judeu com da época;

(ii) mostrava que a salvação não estava limitada exclusivamente ao povo de Israel, mas a todos que cressem verdadeiramente que o Filho de Deus foi enviado para salvar a todos, indistintamente.

O quão profundo estamos penetrando na natureza de Cristo? O quão profunda é nossa fé? No mais das vezes, “surfamos” sobre o Evangelho da Salvação. Deveríamos mergulhar profundamente nas suas palavras, sempre mais e mais, profundamente…

Creia em Cristo, mantenha seus olhos em Deus e mergulhe profundamente no Evangelho!

About these ads

Discussão

Nenhum comentário ainda.

Deixe seus comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

LEIA A BÍBLIA

Outras Leituras

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.

Junte-se a 50 outros seguidores

%d blogueiros gostam disto: